Quero compartilhar hoje com vocês uma reflexão, resultado das discussões de uma disciplina do meu curso de pós-graduação Moda, Artes e Contemporaneidade. Na aula do último sábado sobre “Comércio e Moda – Relações e trocas no século XXI”, um dos pontos foi o seguinte: o consumo atual não é o emocional, aquele que impulsiona as pessoas a comprarem coisas para mostrar seu poder aquisitivo, mas fala-se agora em consumo espiritual. Ou seja, o consumidor emprega seu dinheiro e opta por produtos que lhe tragam bem-estar, felicidade, auto-estima.
Pesquisas na área da moda afirmam que as pessoas não querem mais comprar roupas ou objetos para que os outros saibam, mas porque buscam a satisfação pessoal. Essa nova realidade é fruto de grandes comoções, mudanças mundiais, que estão modificando o pensamento e o estilo de vida das pessoas.
Eu acho que esse processo está em andamento, o que é bem-vindo, mas ainda não atingiu grande número de consumidores. Ainda tem uma parcela grande de pessoas querendo mostrar que pode, exibindo logomarcas caras em bolsas e etiquetas ricas. Pior que isso, na minha opinião, é quem paga por produtos falsificados, só para ter a falsa sensação de “pertencer” ao grupo dos bem-nascidos.
Tomara mesmo que mude o modo de pessoas se relacionarem com as coisas e com a moda, voltando a atenção mais para o ser do que para o ter. O que vocês acham disso?