Já pensou em atuar como consultora de moda e ajudar outras pessoas a definirem seu estilo e, com isso, escolher melhor vestuário, make-up e acessórios? Pois é, para quem deseja aprender sobre o assunto, seja para tornar-se profissional da área ou para circular melhor no universo da moda a saída é estudar. Nos dias 3, 10, 17 e 24 de setembro, das 9h30 às 16h, a consultora de imagem Priscila Seijo ministrará, em Salvador, um curso inédito e super completo sobre consltoria. As inscrições já estão abertas e quem tiver interesse deve correr, pois as vagas são limitadas. Este é um passo inicial para as pessoas que desejam trabalhar com moda e as possibilidades de crescimento e sucesso financeiro na área aumentam a cada dia no mercado. Interessou? Então entra em contato com Priscila e solicita o programa do curso através do endereço consultoriadeimagem.ssa@gmail.com. No bate-papo a seguir, Priscila Seijo conta um pouco mais sobre as aulas:
Simplesmente Elegante - O curso Consultoria de Imagem é um passo inicial para quem deseja se tornar uma consultora?
Priscila Seijo - Sim. É um curso profissionalizante muito completo. Mas é preciso ter muito mais conhecimentos para se tornar capacitada para atuar. Mas para começo é excelente.
SE – O que os participantes aprendem no curso?
PS - Aprendem a descobrir tipo físico, analise cromática, tipo de rosto (sugerir corte de cabelo e acessório), estilo e formular looks.
SE – Quanto tempo leva o curso?
PS - Entre 20 a 30 horas, a depender da preferência – levar direto ou ter almoço. Conto o almoço como hora aula, pois é oportunidade de trocarmos ideias de forma mais descontraída.
SE – Após essa formação, quais os passos seguintes recomendados por você para o novo profissional de moda?
PS - Após o curso é muito importante a leitura e muito estudo. Comprar muitos livros e fazer pesquisas e praticar de imediato. Com certeza fazer outras especializações.
SE – Como está hoje o mercado para um consultor de moda? Como ele pode começar a atuar?
PS - O mercado ainda está um pouco fechado no Nordeste pela falta de conhecimento. Pode começar fazendo parcerias e marketing forte.
SE – A partir do curso, o profissional pode ter renda, fazendo consultoria de imagem?
PS - Pode sim, mas só depende dele para captar cliente. O mais interessante que pode atuar em outras áreas de beleza.
SE – Quem geralmente contrata os serviços de uma consultoria de imagem? Em quais casos, esse serviço é indicado?
PS - Contratam pessoas com dificuldade de descobrir seu estilo e adequá-lo. Indicado para melhorar a auto-estima e se sentir bem consigo mesma.
SE – Quais são as características de um bom consultor de imagem?
PS - saber escolher perfil do cliente, saber um pouco de Marketing, ser comunicativo e estar sempre se aprimorando.
SE – A quem é direcionado o seu curso?
PS - O curso é muito válido para cabeleireiro, maquiadores, visagistas, estilistas, esteticistas, blogueiras e pessoas interessadas pelo assunto.
Comunicativa, observadora e viajada. A fotógrafa baiana Stela Alves tem um trabalho que muita gente adoraria fazer: visitar diferentes cidades em busca de pessoas estilosas, com looks interessantes, para mostrar no blog www.streetstylebystela.blogspot.com. Há 11 anos vivendo em Düsseldorf, capital do estado da Renânia do Norte-Vestfália, às margens do Rio Reno, na Alemanha, ela corre para o Brasil quando o Verão começa por aqui, mas não deixa de trabalhar. Está sempre com a máquina prontinha para registrar tudo o que chama a atenção.
Eu já acessava o blog, porque conheci o trabalho de Stela navegando na web. Me apaixonei, sobretudo, quando vi que o blog era de Düsseldorf, cidade onde passei uma temporada, capital da moda e centro financeiro da Alemanha. O meu interesse pelo lugar, as lembranças e vontade de voltar me levam à página de Stela diariamente.
Descobri que ela era brasileira depois que deixou um comentário aqui e trocamos uma mensagem, há alguns meses. Coincidentemente, na semana passada, andando no shopping encontrei uma amiga jornalista e querida, Suely Temporal, acompanhada de uma blogueira de moda que queria me apresentar. Era Stela, passando dias em Salvador para fotografar. Marcamos um encontro e o resultado da conversa está na entrevista a seguir. Me desculpe o tamanho, mas o papo valeu muito a pena. Te convido a conhecer a história dela, e visitar o blog que é cheio de estilo, belas imagens e bom gosto. As fotos que ilustram a matéria foram feitas pela fotógrafa e postadas no Street Style.
SE – Por que decidiu fazer um blog?
Stela Alves – É bem recente, tem seis meses e partiu de uma necessidade. Eu trabalho como free lancer para uma revista alemã chamada Lifestyle, que tem em vários outros países. Com essa onda de blogs, eles acham mais fácil escolher as fotos pela internet. Quando gostam, me pedem para mandar aquela foto em outras posições. Eu acabei me apaixonando pelo blog, é um trabalho gostoso de fazer; primeiro, porque estou fazendo o que eu gosto que é fotografar, e se faz muitos contatos. Esse é o lado mais gostoso, principalmente na Europa, onde essa coisa é difícil, não é como no Brasil que você conversa com todo mundo na rua.
Há quanto tempo você está na Alemanha?
SA – Há 11 anos, em Düsseldorf, desde que eu casei. Já tinha vivido na Europa quatro anos. Morei em Londres, na França e na Suíça. Quando me formei, ao invés de casar, ter dois filhos, uma televisão colorida e um carro do ano na porta, eu optei por correr mundo.
SE – Você já era fotógrafa?
SA -Já. Me formei em Jornalismo em Londrina e logo fui para a Europa. Queria viver, curtir um pouco a vida. Lá, trabalhei em uma estação de Ski, como fotógrafa de turistas. Em Londres, fotografava apartamentos para o mercado imobiliário. Viajei bastante e chegou uma hora que eu cansei e voltei, mas com o pensamento de retornar para a Europa, porque eu gosto demais de lá, me identifico com as mínimas coisas, como o trânsito, a civilidade. O inverno é terrível, tanto que estou sempre aqui, passo no mínimo três meses no Brasil.
SE – Qual foi a grande vantagem do blog para o seu trabalho?
SA -Acho que tudo foi vantagem. Não acho que é muito trabalho, porque eu tenho material pra caramba. Trabalho também para um portal de moda do Rio Grande do Sul, chamado UseFashion, e por conta dele tenho um material imenso .
SE – Você viaja pelo site ou pela revista?
SA -Faço uma dobradinha e isso é uma coisa muito boa. Eu banco as minhas viagens com o UseFashion e com a revista. Na Lifestyle sou free lancer, mas no UseFashion tenho contrato fixo. Agora, por exemplo, estou fotografando Salvador para eles. Faço vitrines, feiras e moda de rua.
SE – O trabalho como fotógrafa acabou te encaminhando para a moda…
SA -Totalmente. Eu hoje respiro moda. Antes eu gostava muito de fotografar arquitetura. No meu site (www.stelaalves.com) você vê muita coisa de arquitetura: portas, janelas, escadas gregas, portas da Tunísia… Tem um trabalho interessante de uns prédios na Albania, que o prefeito mandou colorir tudo, é um negócio lindo, porque a Albania é um lugar horroroso, parece que acabou de ter uma guerra, e no meio dessa coisa triste tem esses prédios super coloridos. Então antes eu fotografava isso. Também gosto muito de fotografar gente, não sou muito de paisagem, acho monótono.
SE – E com o blog você lida com moda e gente, porque é o tempo todo buscando personagens… Qual o seu critério de escolha de quem você vai clicar?
SA -O olho está a mil por hora sempre, sempre, sempre. Não precisa ser jovem, como muitos blogs aí que só fotografam jovem. Acho que moda é para todo mundo. Eu fotografo uma pessoa gordinha, baixinha, asiático ou negro, o importante é que tenha alguma coisa que chame a atenção. Às vezes, a pessoa está usando um vestido simples, mas tem uma atitude, uma bolsa maravilhosa, um sapato fantástico. A pessoa tem de me tocar. Já estou com esse olho clínico para coisas interessantes na moda.
SE – Você tem um roteiro de viagem que segue algum calendário?
SA -O que eu tenho mais no meu blog é a cidade onde eu moro, que é Düsseldorf, uma capital da moda na Europa. A primeira feira de moda da Alemanha aconteceu em Düsseldorf. É uma cidade que respira moda, tem uma avenida chamada Könegsallee, que simplesmente é o must, todas as grifes que imaginar estão por lá. Posso ter dois tipos de coisas: aquela pessoa elegante da cabeça aos pés e a mais alternativa. Agora não é a cidade dos meus sonhos para fotografar, embora não me falte tema todos os dias. Depois que você vai a Amsterdan e Londres, onde as pessoas têm um estilo próprio de vestir…
SE – Mas o fato de estar em uma cidade que é capital da moda na Europa, quando você vai para as ruas acaba encontrando uma diversidade grande, há muitas pessoas que são de outros países.
SA -Exatamente. Em Düsseldorf tem muito asiático e muita gente da Russia. As russas têm uma característica interessantíssima: elas adoram flores; é roupa com flor, bolsa com flor. Foi um negócio que eu observei, nunca poderia imaginar. Também fotografei Copenhagen, uma cidade muito rica, alto padrão de vida, onde as pessoas podem comprar Chanel e misturam isso com C&A de uma maneira superbacana. Em Düsseldorf, na Königsallee, não tem isso, as pessoas são grife da cabeça aos pés. Além de tudo, lá as pessoas são muito bonitas e simpáticas. Dizem que os dinamarqueses são os baianos da Europa. Agora se você quiser falar de moda no mundo hoje o lugar é Tóquio. É o sonho de consumo de qualquer blogueiro e este ano está na minha agenda, além de Saint Petersburg e a Islândia. Tóquio é aquela coisa maluca, que você pergunta: eles estão vestidos para sair ou vão para uma festa? Acho legal é têm um estilo próprio. Eu não vejo que Paris tem um estilo próprio, parece que a gente está vendo tudo muito igual. As parisienses são maravilhosas, magérrimas, mas falta aquela coisa da irreverência, como se vê em Londres, por exemplo. Paris é a coisa da elegância.
SE – Você é daqui de Salvador?
SA -Sou de Piritiba, uma cidadezinha da Chapada Diamantina. Nasci lá e estudei até meus 12 anos, depois fui para São Paulo. Fiz minha faculdade em Londrina e fui morar na Europa; quando voltei, morei quatro anos aqui em Salvador, trabalhei na Tribuna da Bahia, na assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa e fazia freelas para a Bahiatursa e era fotógrafa da Isto é e da Gourmet de São Paulo.
SE – Já houve alguma saia justa em suas coberturas pelas ruas?
SA -Teve uma vez com duas senhoras alemãs, que estavam andando na rua com chapéus lindos e eu perguntei se poderia tirar uma foto. Entendi que elas falaram que sim e fui com a máquina, menina… a mulher levantou o guarda-chuva pra mim… e eu pedi desculpas. Na verdade, eu entendi mal, porque ela usou uma expressão em alemão Bitte! Ou seja, mas por favor… e eu entendi que era um sim e meu marido falou que nem sempre é! Não é um trabalho de risco de jeito nenhum e é muito raro alguém que diz um não.
SE – Como é a sua abordagem às pessoas nas ruas?
SA -Observo antes. Se está com namorado, acho que pode não dar certo, mas mesmo assim eu vou. Já teve uma vez em Düsseldorf duas meninas bem patricinhas, que eu pedi a foto e uma disse: “Claro que não”, mas foi de uma maneira esnobe… Mas foi a única vez, mas não deixei a peteca cair, partir para outra. De modo geral, as pessoas são acessíveis e simpáticas. O trabalho funciona assim: estou sempre com a máquina pendurada e digo que sou fotógrafa, tenho um blog de moda e faço também para a Lifestyle e as pessoas têm de assinar uma autorização de direito de uso de imagem para editoriais de moda. A revista não publica sem isso de jeito nenhum e quando a pessoa é menor de idade, a mãe tem de autorizar. No meu blog tem um aviso no contato: “se tiver alguma foto sua que não queira, por favor, me avise que eu tiro imediatamente”. Mas nunca teve um caso.
SE – Como é sua relação com a moda?
SA -Meu blog mostra o que as pessoas estão usando na rua. Agora estou mostrando vitrines também, e dia de sábado tento colocar homens. O que interessa é mostrar o que as pessoas estão usando, independente se aquela bolsa ou sapato está na moda ou não. Não tenho texto, não faço críticas, não faço comentários. Mas sempre gostei de moda, é uma coisa que sempre me interessou. Não tenho interesse pelo que está na moda. Para mim se todo mundo estiver usando roxo, eu vou de vermelho. Adoro chapéu, não me interessa se está na moda ou não; não tenho a menor preocupação. Acho bonito e protege.
SE – Você acompanha a onda dos blogs de moda no Brasil e no mundo?
SA -Eu vejo alguns blogs, mas vejo mais de lá. Acho que faltam aqui blogs profissionais . Tem muito blog com fotos feitas na sala de casa, aí eu vejo uma vez e não volto. Mas aquele profissional, que é o fotógrafo que faz, tem muito pouco no Brasil. Falta fotógrafo de moda fazendo blog de moda. Agora uma coisa interessante aqui, e tem menos na Europa, são pessoas, como jornalistas ou pessoas que gostam de moda, fazendo blogs usando fotos de outros blogs. Esses são ótimos. Tem um de Minas Gerais chamado Eu Amo Chanel. Acho que blog de moda rua também tem pouco no Brasil, mas já tem mais na Europa. Na Escandinávia tem blogs belíssimos, os da Suécia, da Dinamarca e Inglaterra também são maravilhosas. Tem uns blogs muito interessantes na Eupora, um se chama Pandora e outra é o Carla´s Closet, esse é só foto dela, mas feita por fotógrafo profissional. Uma coisa que me incomoda é quando usam a foto e não dão o link, acho isso tão chato. Às vezes, isso não é má-fé, só falta de conhecimento.
SE – Qual é hoje a audiência do seu blog?
SA -Entre 800 e mil visitas por dia, o que pode ser considerado muito pouco ainda, mas muito bom para um blog de seis meses. Agora muito trabalho eu tive para chegar nisso aí. Inclusive, agora o trabalho não para. Estou viajando, mas deixei uma pessoa no escritório da Alemanha encarregada de fazer isso para mim. Deixei posts programados e material para colocar até eu ter material suficiente de Salvador e do Rio. Até o dia 10 de fevereiro tem material. Na verdade, não acho tão correto programar, porque o blog tem de ser uma coisa fresquinha, mas não é um blog que vai mostrar tendências e sim o que as pessoas estão usando, não importa se foi feita em Saigon no ano passado. A minha preocupação é com o que as pessoas estão usando em qualquer lugar em qualquer tempo.
SE – Como você tem trabalhado a divulgação do site?
SA -Sempre faço comentários em blogs e tem uns estratégicos, como o Easy Fashion em Paris. Se você deixar comentário nesse blog é certeza de retorno. Tenho muita gente que me linkou espontaneamente, isso é muito legal e dá um retorno muito bom. Fiz isso durante três meses, no início, mas agora o blog já anda sozinho.
SE – Você também usa as redes sociais?
SA -Sim fundamental. Quanto mais se fala no meu blog e quanto mais link eu tenho, melhor. Fiz um comentário, uma vez, em um blog do Chile, hoje é o terceiro país de acesso. Primeiro lugar é Alemanha e segundo o Brasil. Quando percebi muita gente do Chile entrando no blog comecei a deixar comentários nesse blog todos os dias aí a dona entrou em contato comigo e pediu para mandar umas fotos. Hoje já faço fotos especialmente para ela, porque vale a pena.
SE – Como é fotografar moda de rua em Salvador? Rende muito?
SA -Salvador é problemático, porque não tem uma rua onde as pessoas fazem compras. Aqui a cultura é o shopping e a luz do shopping é péssima para fotografar. Tem muita gente bonita, fashion e interessante, muito look que vale a pena. Tem as meninas de shortinho e top, uma coisa tão Salvador, lindo demais, mas no shopping não dá, tem de tirar a pessoa e colocar na rua. Isso dificulta. Em São Paulo tem a Oscar Freire, no Rio a Visconde de Pirajá, em Belo Horizonte tem a Savassi e aqui em Salvador não tem. Mas o bom é que como estou fazendo muita gente conhecida (Kátia Guzzo, Doris Pinheiro, Paula Magalhães), a gente pode se dar ao luxo de escolher lugares bacanas. Quero fazer a Marina, o Rio Vermelho, Praia do Forte. Se tiver tempo, acho que vou à Liberdade, porque talvez lá eu consiga fazer boas fotos de rua.
