Fotos: Henrique Gendre
O ator Cauã Reymond vai aparecer assim, sensual, com pouca ou nenhuma roupa na capa da revista RG Vogue de fevereiro. Além das fotos feitas em uma bela casa projetada por Oscar Niemeyer no bairro fluminense do Jardim Botânico, tem ainda uma entrevista na qual ele conta um pouco de sua trajetória e histórias engraçadas, como a brincadeira de menino de tocar campainha na casa de Patrícia Pillar – que era sua vizinha -, e sair correndo. Namorado de Graziela Massafera há dois anos, o ator diz que ser famoso nem sempre ajudou em suas conquistas. O site da RG Vogue traz fotos inéditas e making off.
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Depois de uma maratona de um desfile atrás do outro, durante uma semana inteira, como acontece com na São Paulo Fashion Week, sabem o que é mais difícil para um jornalista? Voltar à realidade do dia-a-dia e focar a atenção no lado burocrático da vida.
De tanto ver looks, tendências, pesquisas de material, novidades em tecidos, cores e formas. é quase impossível apagar da memória tudo o que se viu. E mais, agora vendo e revendo fotos descobrimos novos detalhes e nuances que durante a cobertura, pela pressa do fechamento das matérias ou pelo horário do próximo desfile, acabamos deixando de fora de alguns textos. Mas isso é a riqueza da moda.
Muitas pessoas acham que cobrir uma semana de moda é só glamour na vida de um jornalista. Não posso mentir, é um dos trabalhos mais gostosos que uma pessoa pode ter – se ela gostar de moda, então, é perfeito. Mas são dias de muito corre-corre também. Não pensem que é a coisa mais fácil parar Glória Kalil nos corredores da Bienal, entre um desfile e outro, e fazer com ela uma entrevista, gravar um vídeo e disputar a atenção de uma “celebridade” dessa com tantas outras pessoas que querem falar com ela.
E não pára aí. A gente enfrenta as filas para entrar nas salas de desfiles. Em alguns, como o da Colcci, com über top Gisele, tem até empurra-empurra. Tem gente querendo entrar sem convite, tem segurança que no meio da confusão quer conferir convite, credencial, foto e não-sei-mais-o-que. Quando você, enfim, consegue entrar na sala de desfile, encontrar seu setor e sua cadeira, descobre que tem alguém no seu lugar, ou que esse mesmo alguém sentou, pegou o brinde, levantou e foi embora. É uma loucura!
Imaginem ter que escrever matérias e baixar vídeos em pequenos intervalos das apresentações, concorrer um computador com mais cinco pessoas, ter tempo só para tomar um suco de caixinha na sala de imprensa, ter que descer dois lances de escada para entrar na fila do banheiro e saber que só voltará para o hotel às 23h. Mas não será para dormir por longas horas, não. Voltará para ligar o computador e postar as informações dos últimos desfiles do dia.
Cadê o glamour, minha gente?
Bom, isso vai da opinião de cada um. Para mim é um luxo passar por tudo isso, ganhar informação de moda, encontrar outros jornalistas de todo o Brasil, trocar ideias e conhecer os outros blogueiros de moda, e poder receber os comentários que eu venho recebendo por conta da cobertura da SPFW. Isso é bom demais. Publicar as matérias no jornal impresso é bom, mas ter essa troca aqui através de um meio tão rápido como a internet é melhor ainda.
É por isso que vale a pena passar por uma semana de maratona, que aliás, já começa a deixar saudades.
Ah, muita gente tem me perguntado sobre os brindes da SPFW. Devo dizer a vocês que a crise, acredito, afetou os brindes. Segundo relatos de jornalistas que começaram a cobrir o evento há dez anos, no início, as marcas não economizavam, mas hoje a história é outra. São muitas sacolinhas de pano, bloquinhos, canetas e papéis. Alguma marca ou outra oferece um presente mais bacana, como a Natura (maquiagens), a Melissa e a Havainas.
Confesso: desta vez, não trouxe brindes para ninguém, pois todo mundo que eu conheço pode comprar um batom da Natura, uma Melissa ou um par de Havaínas. Sorry, meninas, mas quis dar os mimos para Paula e Taís e outras meninas da governança do hotel, uma turminha muito legal, que rala o dia todo, atende todo mundo com a maior simpatia e quase nunca são lembradas. São as meninas que respiram o clima da SPFW, mas que não têm a oportunidade de colocar os pés em uma sala de desfile. Elas adoraram.
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Oestúdio surpreendeu pela reflexão sobre a crise econômica e suas roupas multiuso
Os jornalistas especializados em moda dizem em seus artigos que nenhuma grande novidade pintou no Fashion Rio e na SPFW para o inverno. Nada de novas tendências, nada de inovações. Releituras e repetições. A consultora Gloria Kalil afirma que “o que vai valer é o estilo de cada um”. Fui conversar com alguns dos fashionistas que fazem a informação girar neste país através de suas matérias em jornais, TVs e blogs. Assistam aos vídeos e veja o que mais surpreendeu essas autoridades no assunto:
GLÓRIA KALIL – CONSULTORA DE MODA
COSTANZA PASCOLATO – CONSULTORA DE MODA
ALCINO LEITE – EDITOR DE MODA DA FOLHA DE SÃO PAULO
MARIA PRATA – EDITORA DE MODA DA VOGUE
