
Os brinquedos que moram nos sonhos é a exposição itinerante do fotógrafo David Glat, que traz ao Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, 1.500 brinquedos feitos por artesãos do norte e nordeste. Depois de muito ouvir falar e ler sobre a mostra, fui lá conferir e fotografar. Trata-se de um trabalho lindo que apresenta ao público de Salvador uma gama enorme de detalhes, cores e peças, símbolos da infância, do universo lúdico e da arte popular. Quem visitar as salas do andar térreo do MAB até o dia 5 de maio entrará em um universo mágico e de encantos. Impossível não voltar a ser criança, pelo menos, na imaginação. Também é interessante perceber a euforia dos pequenos, que chegam em ônibus com excursões de escolas ou acompanhados pelos pais. Os olhinhos brilham e as mãos precisam ser controladas, pois não se pode tocar nas peças. Nos próximos dois anos, a exposição ainda vai viajar, mas a ideia do dono da coleção é transformá-la no Museu do Brinquedo Popular, com um endereço fixo. Aqui algumas fotos para despertar o desejo de visitar o local e conferir tudo de pertinho!

Serviço
Exposição: Os brinquedos que moram nos sonhos
Local: Museu de Arte da Bahia – av. Sete de Setembro, 2340 – Corredor da Vitória – telefone 3117.6903
Visitação: De terça a sexta, das 13h às 19h; Sábado e domingo, das 14h às 19h. Entrada franca

Fabricado em Cuenca e Montecristi, no Equador, com palha de toquilla, retirada da planta Carludovica palmata, o tradicional chapéu Panamá ficou assim conhecido quando o então presidente estadunidense Roosevelt usou o modelo em visita ao Canal do Panamá. Depois deste episódio, a peça virou moda e nos dias atuais é dos acessórios indispensáveis para produções de looks despojados, tanto para a praia quanto para as nossas andanças urbanas. O verdadeiro chapéu Panamá é feito com a trama bem fechadinha, é levíssimo e aparece em cores claras.
Mas antes mesmo de o presidente usar o modelo, quando conquistadores espanhóis chegaram às províncias de Guayas e Manabi, na costa equatoriana, já encontraram por lá índios usando chapéus feitos com a mesma palha, só que bem parecidos com toucas, daí o termo hoje “palha de toquilla”.

A moda do Panamá conquistou muitas outras personalidades ao longo dos anos. Em 1906, Santos Dumont já desfilava com o dele. Winston Churchill, Humphrey Bogart, Clark Gable, Michael Jackson e Maddona foram outros famosos que se renderam ao charme. Por aqui, Adriane Galisteu, Angélica, Juliana Paes, Marisa Monte e o mestre Tom Jobim foram fotografados usando um belo Panamá. E se tem uma coisa que remete nossa memória à bossa e à Malandragem cariocas, isso é o Panamá.
Hoje o chapéu é sinônimo de estilo e um item para compor o visual, por isso, as regras da etiqueta na moda permitem que seja usado em locais fechados.
- O modelo de copa menor e arredondada é muito mais feminino. Quem tem rosto pequeno deve optar por ele;
- Pode usar seu Panamá com: vestidos florais, shortinho jeans, macaquinhos, calça boyfriend. O legal é que a peça seja um ponto de contraste, para não ficar tudo muito combinadinho;
- Quem tem cabelo grande não precisa deixar sempre solto. Pode fazer uma trança lateral, rabo de cavalo ou um coque baixo;
- Como chapéu sempre chama atenção, evite acessórios pesados, como brincos e colares. Já para os pés prefira sapatilhas e sandálias rasteiras;
- A fita no mesmo tom do chapéu deixa o visual mais elegante, já as cores escuras são mais formais. Se preferir fazer diferente, amarre um lenço no lugar da faixa;
- O segredinho de ouro para usar seu Panamá com charme é se sentir bem e garantir harmonia com o look. Para isso, tem que saber escolher o tamanho proporcional ao tamanho do seu rosto e à sua altura!

A minha escolha é o Panamá com faixa clara, encontrado aqui em Salvador nas lojas Vivire
